Livros de veterinária que todo estudante deveria conhecer #2

Dando continuidade à postagem Livros de Medicina Veterinária que todo estudante deve conhecer, passamos agora para os livros do segundo ano letivo de um acadêmico de vet.

A grade curricular das universidades brasileiras muda bastante, mas é fato que o segundo ano é uma época de transição. Deixamos para trás aquele estudo básico de célula por célula e passamos a encarar o corpo animal como um todo. Embora o estudante só veja as doenças propriamente ditas no terceiro ano, é no segundo que temos os primeiros contatos com os agentes etiológicos pelas matérias de microbiologia e parasitologia, além da introdução dos conteúdos zootécnicos com melhoramento genético, da forragicultura, da nutrição e da alimentação animal. A farmacologia entra como uma continuação da fisiologia, e passamos a ter matérias essenciais para a vida profissional de um agente sanitário, como é o caso da epidemiologia.

Como dever de todo bom estudante (ou não), segue abaixo alguns livros essenciais para o estudo das matérias acima citadas e que, de certa forma, me ajudaram bastante em minha vida acadêmica.

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A bolha das faculdades de veterinária no Brasil

Há muito tempo eu vejo diversos veterinários reclamando sobre o número de faculdades de medicina veterinária no país, mas nunca li nada na internet sobre. Por isso resolvi escrever este artigo, justamente para fomentar a discussão sobre o tema.

A verdade é que o Brasil é um dos países com maior número de faculdades de medicina veterinária no mundo, isso se não for o maior. Na última palestra que assisti do CRMV, disseram que existiam 203 faculdades, sendo que essa palestra já foi há algum tempo, portanto, pode-se colocar mais uma meia dúzia nessa contagem. Para vocês terem uma ideia, nos Estados Unidos existem cerca de 30 cursos de graduação. Sete no Reino Unido. Treze na nossa vizinha Argentina. Só no Paraná eu contei umas 16 faculdades de cabeça, mas devem existir muito mais.

Se a gente colocar uma média de 40 alunos por turma (média baixa, por sinal), nós teremos cerca de 8 mil novos profissionais no mercado, todos os anos! É lógico que é excepcional a população ter mais acesso ao ensino superior, e não estou nem questionando a saturação do mercado – que está saturadíssimo, inclusive – mas minha preocupação é com a inerente baixa qualidade desse ensino. O meu medo é que isso acabe virando uma bola de neve, agravando cada vez mais a situação da nossa profissão no país que, convenhamos, já é um tanto quanto caótica.

Como o mercado já não comporta tantos profissionais, inclusive os qualificados, muita gente acaba vendo como única alternativa a docência nestas novas faculdades, virando um círculo vicioso de formação de novos alunos. No final das contas, os únicos que realmente saem ganhando são os donos destas faculdades, que jogam a mensalidade lá em cima, disponibilizando baixa infraestrutura. Afinal, medicina veterinária é o segundo curso de graduação mais rentável para as faculdades, perdendo apenas para medicina. Não é raro eu ver algum leitor do Vet da Deprê reclamando que a sua instituição não possui clínica para atendimento ou laboratórios.

Este é um assunto muito pouco debatido, e é por isso que eu gostaria de propor a discussão dele aqui com vocês. A princípio, eu não enxergo nenhuma solução factível a curto, médio e, para ser bem sincero, longo prazo, além de uma maior atitude por parte do MEC. Mas eu gostaria muito de saber a opinião de vocês! Vocês veem um futuro animador para esta questão em nossa profissão? Será que um dia essa “bolha” das faculdades de medicina veterinária vai estourar? Se é que já não estourou, né…